
SI TÚ ME
OLVIDAS
Pablo Neruda
1904-2004
SI TÚ ME OLVIDAS Quiero que sepas Quero que saibas una cosa. uma coisa. Tú sabes cómo es esto: Tu sabes como é isto: si miro se olho la luna de cristal, la rama roja a lua de cristal, a folhagem vermelha del lento otoño en mi ventana, do lento outono em minha janela, si toco se toco junto al fuego junto ao fogo la impalpable ceniza a impalpável cinza o el arrugado cuerpo de la leña, ou o enrugado corpo da lenha, todo me lleva a ti, tudo me leva a ti, como si todo lo que existe, como se tudo o que existe, aromas, luz, metales, aromas, luz, metais, fueran pequeños barcos que navegan fossem pequenos barcos que navegam hacia las islas tuyas que me aguardan. para as ilhas tuas que me aguardam. Ahora bien, Agora bem, si poco a poco dejas de quererme se pouco a pouco deixas de querer-me dejaré de quererte poco a poco. deixarei de querer-te pouco a pouco. Si de pronto Se de repente me olvidas me esqueces no me busques, não me procures, que ya te habré olvidado. que eu já terei te esquecido. Si consideras largo y loco Se consideras excessivo e louco el viento de banderas o vento de bandeiras (*) que pasa por mi vida que passa por minha vida y te decides e te decides a dejarme a la orilla a deixar-me à margem del corazón en que tengo raíces, do coração em que tenho raízes, piensa pensa que en ese día, que nesse dia, a esa hora a essa hora levantaré los brazos erguerei os braços y saldrán mis raíces e sairão minhas raízes a buscar otra tierra. a procurar outra terra. Pero Mas si cada día, se cada dia, cada hora cada hora sientes que a mí estás destinada sentes que a mim estás destinada con dulzura implacable. com doçura implacável. Si cada día sube Se cada dia sobe una flor a tus labios a buscarme, uma flor a teus lábios a buscar-me, ay amor mío, ay mía, ai amor meu, ai minha, en mí todo ese fuego se repite, em mim todo esse fogo se repete, en mí nada se apaga ni se olvida, em mim nada se apaga nem se esquece,
mi amor se nutre de tu amor, amada, meu amor alimenta-se de teu amor, amada, y mientras vivas estará en tus brazos e enquanto vivas estará em teus braços sin salir de los míos. sem sair dos meus. (*) "Viento de banderas" - metáfora usada por Neruda significando um acontecimento que passa mas que deixa marcas. ![]() |
|
de Pablo Neruda Música: "Á mi tio" com Tomatito Criação de Fundo e |
| Principal
| Menu | Fale comigo
| Voltar |
Direitos autorais registrados®
Página melhor visualizada
em Internet Explorer 4.0 ou Superior
800 X 600