1904-2004

No primeiro Ano

Aos 16 anos

Aos 20 anos

 

 

 

 

 

 

Aos  34 anos

Aos 44 anos

Aos 55 anos

 

 

 

 

 

 

Aos 60 anos

Aos  63 anos

Aos 68 anos

 

 

 


 
Seu nome, era: Neftalí Ricardo Reyes,
sim... esse o nome de nascimento de Pablo Neruda.
O poeta chileno nasceu em Parral, Chile, em 1904 e morreu em Santiago, Capital do Chile, em 1973.
A exemplo de Vinicius, nosso poetinha e seu grande amigo, Neruda também abraçou a carreira diplomática. Foi Cônsul do Chile na Espanha e no México e embaixador na França em 1970.
Entrou na política e foi eleito senador em 1945.
Suas poesias da primeira fase são inspiradas por uma angústia altamente romântica. Passou por uma fase surrealista. Tornou-se marxista e revolucionário, sendo, primeiramente, a voz angustiada da República Espanhola e, depois, das revoluções latino-americanas.
 
Esteve no Brasil em diversas oportunidades, e, numa delas, declamou poemas seus perante grande massa popular concentrada no estádio do Pacaembu, em São Paulo.
 
Obras principais: A canção da festa (1921), Crepusculário (1923), Vinte poemas de amor e uma canção desesperada (1924), Tentativa do homem infinito (1925), Residência na terra [vol. I, 1931; vol.II, 1935; vol.III,1939, que inclui Espanha no coração (1936-1937)], Ode a Stalingrado (1942), Terceira residência (1947), Canto geral (1950), Odes elementares (1954), Navegações e retornos (1959), Canção de gesta (1960), ensaios (Memorial da ilha negra, 1964) e a peça teatral Esplendor e morte de Joaquín Murieta (1967).
 
Seu livro autobiográfico Confesso que vivi ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, em 1971.

" .... Deixa que o vento corra, coroado de espuma, que me chame e me busque galopando na sombra, enquanto eu, mergulhado nos teus imensos olhos, nesta noite imensa, descansarei, meu amor..."
 
Ninguém que escreve se deixou, como ele, levar pelo amor com tanta vontade, com tanta delicadeza e tão desavergonhadamente, com tanta diversidade e obstinação, do principio ao fim, da cabeça aos pés. O amor  sacudia-lhe as entranhas, acorrentava sua alma.

Amou algumas mulheres, para não dizer muitas. A todas quis com uma sinceridade que não significava garantia, exclusividade nem sinônimo de eternidade.

Foi um "biografo" de suas paixões. Com elas preencheu páginas e páginas. Freqüentemente voltou a conta-las, a canta-las, a revive-las.

Ao longo dos anos, nas suas distintas idades, ela as olha e volta a olhar com óticas diferentes, com traços de nostalgia e melancolia. 
"... porque esta escrito onde não se lê
que o amor extinto não é a morte
senão uma forma amarga de nascer."
 
Albertina Azúcar
A relação com Albertina surge quando conviviam na mesma sala de aula, passeavam pelos corredores do antigo Instituto Pedagógico. 
Albertina, nascida em Arauco, vinha de uma família de professores que vivia junto aos mineradores de carvão de Lota Alto.
É para ela o poema No. 6

 
GABRIELA MISTRAL
 
Em 1920 Neruda termina seus estudos secundários em Temuco e a famélica faz planos para manda-lo a Santiago, para a Universidade.
Neste ano o jovem poeta adota definitivamente o pseudônimo de Pablo Neruda.
Nesse ano Gabriela Mistral (a época com 31 anos e já consagrada como grande poetisa) assume a direção do Liceo das Moças na cidade onde mora Neruda.
Neruda, então com 16 anos, já sabe de sua vocação e sua razão de ser é a poesia.
Em suas memórias, Neruda recorda a época e a forma que conheceu Gabriela, iniciando com ela uma amizade profunda, duradoura e mutuamente admirativa, que haveria de acompanha-los por toda vida.
 
Josie Blis
Durante o tempo que residiu em Rangum, Birmania, Neruda teve um romance dramático e comovedor com uma nativa.
Conta ele próprio: "penetrei tanto na alma e na vida dessa gente, que me enamorei de uma nativa.  Vestia-se como uma inglesa e seu nome era Josie Blis.  Porem na intimidade de sua casa, que logo compartilhei, despojava-se das roupas inglesas e desse nome para usar seu deslumbrante sarong e seu incrível nome birmanês."
O romance durou alguns meses, ate que, ainda segundo Neruda: "a doce Josie Blas foi mudando e apaixonado-se ate ficar doente de ciúmes... As vezes, de noite, acordava-me com a luz acesa e eu pensava ver uma aparição por trás do mosquiteiro.  Era ela, apenas vestida de branco, brandindo seu grande facão indígena, afiado como navalha, passando horas ao redor da minha cama sem decidir-se a matar-me.  Com isso, me dizia, terminariam seus temores.  No dia seguinte preparava curiosos ritos para assegurar-se de minha fidelidade.
Por sorte recebi uma mensagem oficial que anunciava minha transferência para o Ceilão. Preparei minha viajem em segredo e um dia, deixando minhas roupas e meus livros, sai de casa como costumava e entrei no que barco que me levaria para longe.
Deixava Josie Blas, espécie de pantera birmane, com imensa dor.  Apenas começou o barco a sacudir-se nas ondas do golfo de Bengala comecei a escrever meu poema TANGO DEL VIUDO, trágico pedaço de minha poesia dedicado a mulher que perdi e que me perdeu ´porque em seu sangue apaixonado queimava sem descanso um vulcão."
No poema ele já imaginava a reação dela quando encontra-se a carta de despedida... o poema começa assim:
"Oh Maligna, já terás achado a carta, já terás chorado de fúria, e terás insultado as recordações de minha mãe chamando-a de cadela podre e mão de cães..."
 
MARIA ANTONIETA HAAGENAAR VOGELZANA
Depois de fugir de Rangum ele ficou pouco tempo em Colombo, no Ceilão e em seguido foi assumir o consulado em Batavia, Ilhas Javas.  Provavelmente de forma intempestiva ele casa-se ai com a jovem de origem holandesa Maria Antonieta.
São poucas as referências sobre essa união e sobre Maria Antonieta.  Neruda faz algumas breves alusões a ela em cartas e poemas que fazem pensar num matrimonio insatisfatório afetivamente e minado por dificuldades financeiras.
 
"Mi solidão redobrou. Pensei eu casar-me. Tinha conhecido uma nativa, vale dizer uma holandesa com umas gotas de sangue malaio, de quem gostava muito.  Era uma mulher alta e suave, totalmente estranha ao mundo das artes e das letras."
Uma biografa, Margarita Aguirre, é quem escreveu mais: "Neruda regressou ao Chile em 1932. Dois anos antes havia casado com Maria Antonieta, jovem holandesa estabelecida em Java. Eça esta muito orgulhosa de ser a esposa de um cônsul e tem da América uma idéia bastante exótica. Não sabe o espanhol e começa a aprende-lo.  Porem não existe duvida de que não é só o idioma que não sabe. Apesar de tudo, sua adesão sentimental a Neruda é muito forte e se vê os dois sempre juntos.  Neruda a chama de Maruca, é altíssima, lenta e hierática."
 
ADELIA DEL CARRIL
Em casa do diplomata e escritor chileno Carlos Lynch, Neruda conhece Delia del Carril, dama argentina com quem logo casará.
Delia pertencia a uma abastada família argentina, porem era irrequieta, inteligente e decidida e professa um claro ideário comunista.
Quando Neruda chega a Madri e ambos se conhecem, desperta-se uma instantânea afinidade, que não demorará a leva-los a unir suas vidas no cenário caótico e convulsionado da Guerra Civil Espanhola.
 
MATILDE URRUTIA
Em um concerto ao ar livre realizado no Parque Florestal, Pablo Neruda conhece Matilde Urrutia. É então apenas um encontro rápido, um fato circunstancial, igual na aparência a muitos outros.
Depois de três anos e muitas aventuras Pablo e Matilde voltam a se encontrar no México, em 1949, na época em que o poeta inicia sua permanência no exílio e justamente quando ele esta acamado por causa de uma severa flebite.
Desta vez se estabelece entre eles um vinculo afetivo que nenhuma distancia ou dificuldade futura iria ameaçar.
Desde o primeiro momento de sua relação Neruda inventa para ela um nome de ficção, um nome secreto entre amantes, que é Rosário.
Ela, Matilde, é a Rosário que aparece em Canto Geral.
E na futura poesia de Neruda, Matilde ocupará um lugar que nenhuma outra mulher antes ocupou e será motivo e inspiração de uma valiosa parte da obra do poeta (em especial em "Os versos do Capitão" e "Cem Sonetos de Amor")
Em outubro de 1967 Neruda legaliza no Chile sua união com Matilde.
Nas memorias de Matilde (Minha vida junto a Pablo Neruda) ela fala de quando os dois estiveram em Capri, em 1952, e conta que Neruda, com toda seriedade, falou com a lua para formalizar um matrimonio que no momento não era possível realizar de outra maneira:
 
"Ali Pablo, muito serio, sem nenhum traço de brincadeira, pediu a lua que nos casasse. Contou a ela que não podíamos casar-nos na terra, porem que ela, a musa de todos os poetas enamorados, nos casaria nesse momento e que esse matrimonio respeitaríamos como o mais sagrado."
 
Ignora-se se nos anos seguintes houve realmente, em algum país, alguma cerimônia civil que referenda-se este romântico matrimonio astral.  O concreto é que muitos anos depois no Chile, precisamente na Isla Negra, Pablo e Matilde demonstraram a lua que haviam se mantido fieis a essa união de quatorze  anos atrás.
 
Texto de Leo  com imagens de seus  arquivos

Fotos Cronológicas de Neruda por Marilene 

Formatação e Plano de Fundo:Criação de Leo
Edição de Música:The Last Rose of Summer por Leo

Editado e Formatado  por Marilene



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