RIMAS
XIV 72



Te vi un punto y, flotando antes mis ojos,
Te vi um ponto e, flutuando ante meus olhos,


la imagen de sus ojos se quedó,
a imagem de seus olhos ficou,


como la mancha oscura orlada en fuego
como a mancha escura ornada de fogo


que flota y ciega si se mira al sol.
que flutua e cega se se olha ao sol.


-0-


Adondequiera que la vista clavo,
Aonde quer que a vista atinja,


torno a ver sus pupilas llamear,
torno a ver suas pupilas em chamas,


mas no te encuentro a ti, que es tu mirada,
mas não encontro a ti, que é teu olhar,


unos ojos, los tuyos, nada más.
uns olhos, os teus, nada mais.


-0-


De mi alcoba en el ángulo los miro
De minha alcova no ângulo os vejo


desasidos fantásticos lucir;  desprendendo fantasticos luzir;


cuando duermo los siento que se ciernen,
quando durmo sinto-os se movendo,


de par en par abiertos sobre mí.
de par em par abertos sobre mim.


-0-


Yo sé que hay fuegos fatuos que en la noche
Eu sei que há fogos fátuos que na noite


llevan al caminante a perecer;
levam o caminhante a morrer;


yo me siento arrastrado por tus ojos,
eu me sinto arrastado por teus olhos,


pero adónde me arrastran, no lo sé.
porém para onde me arrastam, não sei.
 


Texto: "Rimas - XIV 72 - Te vi un punto y" de Gustavo Bécquer
Música: "Adagio" de Albinoni em com Gustavo Montesano, guitarrista flamenco 
Tradução por Elesta e Leo
Projeto, Criação de Fundo e Formatação de Leo

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