Como posso pedir-lhe para ir embora de meus pensamentos,

Se eu própria amarrei-me no seu corpo?

Como posso exigir-lhe compreensão,

Se eu própria anseio desesperadamente sua presença?

Como posso agredir-lhe,

Se eu  debato-me com meus próprios pulsos?

Como posso esconder-lhe minhas chagas,

Se eu própria sou minha cicatriz?

Como posso abandonar meu coração,

Se eu acalmo o seu no meu peito?

Como posso preparar minha vida, sem a sua,

Se eu própria vejo-lhe no meu espelho?

Como posso espalhar o vento,

Se eu própria escondo nossas marcas,

Nas planícies, clareiras e lugares secretos?

Como posso evitar você, nos meus sonhos,

Se eu própria fecho seus olhos nos meus?

Como posso agonizar minh’alma,

Se eu própria zelo pela sua?

Como posso chamar-lhe a atenção para minhas súplicas,

Se eu mesma sinto sua partida?

Como posso amar-lhe assim,

Se eu própria não declamo “Eu te amo”?

Como você pode determinar-me tanto assim,

Se você... parece ser , o próprio vento?

01maio 2001 

 

 

Formatado por

 

 

 

Midi -: Tá na Cara

Arranjo de

Nostravamus

 

Agradecemos sua visita
Volte Sempre
Para enviar a um amigo clique no coração
| Principal | Menu | Fale comigo | Voltar |
Direitos autorais registrados®
 
Página melhor visualizada
em Internet Explorer 4.0 ou Superior
          800 X 600