O meu apelo ao chamar-lhe é só a consciência de um sentimento chegando.

Maduro. No tempo certo de colher.

Que medo de não dar tempo!

 

O meu corpo revela o seu entre espumas perfumadas. Dentro de nossas extravagâncias.

Que aflição! Não se debata.

 

Os seus olhos tão profundos. Lapidados para entregarem a mim.

Não os deixe perder-se no mundo!

Que agonia!

Deixe-os sob meus cuidados. Eles sempre estarão brilhando.

Contagiando-nos. Que prazer!

 

Seu sorriso secreto de exato esmero derrete meu coração. Na planície soberba. Em ecos retumbantes.

Que paixão!

 

O meu apelo ao chamar-lhe é só a consistência de um desejo existente.

Quente. Definido. No tempo certo.

Que loucura perfeita!

 

O meu apelo ao gritar seu nome no eco é só pra pedir para o vento trazer o meu nome como resposta.

A minha poesia em súplicas e apelos é somente inspiração para matar a solidão do feriado. Para matar a saudade de você. Para lembrar de seu espaço junto a mim.

Que febre!

 

O meu apelo transborda o copo de vinho. Os corpos embevecidos, embriagados e convencidos sorvem das uvas.

Interpretam os acordes e compassos do coração e devassam nosso amor sem vexame algum.

 

O meu apelo agride sua consciência. Aguça seu prazer. Perverte seu ser.

Cala sua língua úmida na minha.

Vem, há tempo...

Vem, ouça o eco de nossos nomes no paraíso.

Krika  

12out99

 

Mid: i say a little prayer for you  e by the time  i get to phoenix

Anne Murray e Johnny Mathis

 

 

 

 

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