

Abri o Meu
Peito
Hoje abri o meu peito defronte ao
meu próprio eu.
A princípio, somente percebi
lembranças ardendo em fogo.
Enxerguei muitas coisas bonitas, outras tantas feias, espaços vazios.
Pude então vislumbrar minha parte selvagem muito forte.
Todos eles a serem tratados e
espaços a serem preenchidos.
Confusos ficaram os meus
pensamentos e ainda estão por
momentos.
Devo repensar o meu estar ausente
de mim mesmo.
Estar mais presente para poder
sentir a vida.
Preparar-me para um dia o amor
chegar.
E o seu devido espaço
ocupar.
Devo revisar as lembranças,
receios, medos,
sentimentos...
Vejo reflexos de quer, revejo
rostos e silhuetas ainda
guardadas.
Eu por hora sinto mais forte este
fogo a marcar presença no meu
ser.
É como se percebesse que será
controlado, transformado em chamas.
Não permiti e não mais deixarei
de mim ele se apossar.
Como eu gostaria de lá trás poder
voltar.
Sei que justo não seria isso
poder fazer...
A escolha por vezes é apenas
acidente de percurso.
Por vezes penso em deixar tudo
como está, mas revolto
repenso.
Quero ter a minha parte desta tal
felicidade do amor...
Permitirei o Sol aquecer mais
minh’alma, a minha essência.
Quero revirar o meu caminho, os
meus desejos e pensamentos.
Necessito saber mais de mim
mesmo.
Eu quero sentir as chamas do
amor, quero fechar o meu
peito.
Quero mais saber de mim mesmo
para poder amar...
O meu horizonte fica mais longe,
a cada passo mais distante ele
está.
Devo retornar e talvez assim eu
possa te poder amar.
"
Se
nós não respeitamos o que aos outros pertence por
direito.
É
porque estamos fazendo na nossa vida uma página em branco! "
São Bernardo do Campo – SP 17/07/2002.
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