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COBARDIA
No se que daño te hice yo pa'
merecer
Não sei que mal eu fiz prá merecer
esta cadena inaguantable de
dolor
esta cadeia insuportável de dor
que cuando no te beso no puedo
respirar
que quando eu não te beijo não posso
respirar
y siento que me ahogan tus labios
al
besar.
e sinto que me afogam teus lábios
ao beijar.
De sufrir tanto perdi la
dignidad
De sofrer tanto perdi a dignidade
y no me importa saber que me
engañas.
e eu não me importo saber que me
enganas.
No ves que necesito de vos? Te quiero
ver.
Não vês que eu preciso de ti? Quero
ver-te.
Hablame como siempre. Deci
que me
queres.
Fala-me como sempre. Dize que
me queres.
Yo se que es
mentira
Eu sei que é mentira
todo lo que estas
diciendo,
tudo o que estás dizendo,
que soy en tu
vida
que sou em tua vida
solo un
remordimiento.
só um remorso.
Yo se que es de
pena
Eu sei que é de pena
que mentis pa' no matarme.
que mentes para não matar-me.
Lo se, y sin
embargo,
Sei, e sem dúvida,
sin esa mentira no puedo
vivir.
sem essa mentira não posso viver.
Anoche mismo lo he podido
comprobar
Ontem à noite mesmo eu pude
comprovar
que ni la puerta de esta casa
respetas.
que nem a porta desta casa respeitas.
Yo vi con estos ojos los besos
que te
dio
Eu vi com estes olhos os beijos
que te deu
y oi que se reian burlandose
los
dos.
e ouvi que riam-se divertindo-se
os dois.
Humildemente, sin embargo,
ya lo
ves
Humildemente, sem dúvida,
já vês
yo te pregunto: Todavia me
queres?
eu te pergunto: Ainda me queres?
Y cerrando los ojos escucho
que
juras
E fechando os olhos escuto que juras
que nunca me engañaste, que
no me olvidaras.
que nunca me enganaste, que não
me esqueceras.
Yo se que es
mentira
Eu sei que é mentira
todo lo que estas
diciendo,
tudo o que estás dizendo,
que soy en tu
vida
que sou em tua vida
solo un
remordimiento.
só um remorso.
Yo se que es de
pena
Eu sei que é de pena
que mentis pa' no matarme
que mentes para não matar-me
lo se, y sin
embargo,
sei, e sem dúvida,
sin esa mentira no puedo
vivir.
sem essa mentira não posso
viver.
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Tango composto em 1933
Letra de Luis César Amadori
Música de Charlo (Juan Carlos Pérez de la
Riestra)
Gravado por Ignacio Corsini em 4/4/1933 e por Carlos Gardel
em 25/8/1933.
Tradução por Elesta, Leo e Marcial
Salaverry
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