Vamos falar do que
houve no campo musical, além do baião e do xaxado, de Luiz Gonzaga, e de muitos
outros, que por aqui aportaram.
Além de grandes seresteiros que ainda faziam sucesso, como Carlos
Galhardo, Mario Reis, Francisco Petrônio, tínhamos grandes nomes mostrando que
São Paulo não era só trabalho,
também eras música, entretenimento, diversão... Nomes como Nelson
Gonçalves, Altemar Dutra, Titulares do Ritmo, Hebe Camargo, além daqueles que
retratavam bem o espírito paulistano, como Adoniran Barbosa, Germano Mathias,
Demônios da Garoa... Enfim, nomes que se eternizaram, ainda que no meio desta
década tivemos o aparecimento da mágica da televisão...(e consequentemente, dos
televizinhos...). Imagine... Poder ver a cara daqueles ídolos dos quais apenas
conhecia-se a voz...
Falando de esportes,
tivemos o surgimento de heróis como Adhemar Ferreira da Silva, nosso
inesquecível canguru, atleta do São Paulo FC, que treinado por Dietrich Gerner
deu para o esporte paulista e brasileiro a honra de uma medalha de ouro
olímpica.
No futebol, após o
grande drama da perda da Copa do Mundo de 1950, uma equipe paulista, o Palmeiras
resgatou em parte o orgulho nacional, conquistando a Copa Rio, que foi um
campeonato mundial entre clubes.
E, principalmente, foi
na década de 50 que São Paulo começou seu grande salto para o progresso. Com a
ajuda da força de trabalho dos migrantes nordestinos, a febre de construções
tomou conta da cidade, que nunca mais soube parar, daí o slogan que
até
hoje simboliza esta
megalópole: SÃO PAULO NÃO PODE PARAR...
Marcial
Salaverry